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Prevenção ao suicídio: João Paulo ressalta importância do Setembro Amarelo

A campanha nacional para conscientizar sobre a prevenção ao suicídio foi tema do pronunciamento do deputado João Paulo (PCdoB), na Reunião Plenária desta segunda (16). O parlamentar chamou atenção para o aumento no número de casos, em especial entre pessoas jovens, segundo estudo realizado pela Consultoria Legislativa da Assembleia, a pedido dele. De acordo com o documento, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo e, no Brasil, são cerca de 32 pessoas por dia. “Saudamos o Setembro Amarelo, que prevê um mês de ações para esclarecer sobre o tema e reduzir o número de ocorrências”, pontuou. João Paulo afirmou que, desde 2015, o Ministério da Saúde fez uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que, por meio do telefone 188, possibilita às pessoas desabafarem e falarem sobre seus sentimentos sem receber críticas. “O serviço é uma maneira de evitar que as pessoas pensem na morte como solução para suas dores”, ressaltou. O deputado também destacou que, entre as causas do suicídio, as mais comuns são a depressão e problemas econômicos. “A maior parte dos casos está ligada às relações em sociedade e envolve, principalmente, pessoas desempregadas”, observou. João Paulo ainda citou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o assunto. “Os dados revelam que 90% dos casos poderiam ser evitados se houvesse políticas de intervenção do Estado. Um serviço público de saúde de qualidade é fundamental para isso e, no Brasil, esperamos que a rede SUS esteja plenamente adaptada para atender a essa demanda”, frisou. Em apartes, os deputados Joel da Harpa (PP), Diogo Moraes (PSB) e Tony Gel (MDB) também fizeram alertas sobre o tema. “Há 15 dias, fiz um pronunciamento sobre o índice de suicídio no meio policial. O programa Fantástico mostrou ontem que Pernambuco possui o maior número de policiais que se afasta do serviço por causa da depressão. Em cinco anos, foram cinco mil homens”, disse Joel. “Suicídio é o último recurso do ser humano para sanar uma dor. Temos de rever o programa público de saúde mental”, afirmou Moraes. “Todos nós devemos dar nossa parcela de colaboração para reverter esse problema, que mais parece uma ‘epidemia’”, comentou Tony Gel.
16/09/2019 (00:00)
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