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17 de Setembro de 2019 - 

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João Paulo alerta para risco de devastação da Floresta Amazônica

O deputado João Paulo (PCdoB) alertou em Plenário, nesta quarta (21), para o risco de uma “catástrofe global” com a devastação da Floresta Amazônica provocada pelo aumento recente de queimadas e incêndios. “O País queima e sofre as consequências do desmatamento causado pela pecuária e pelo extrativismo desenfreados. A cada minuto, o equivalente a dois campos de futebol são perdidos na Amazônia”, avisou. O deputado lembrou que 72.843 focos de incêndio foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre janeiro e a última segunda (19), 83% a mais do que no mesmo período do ano passado. Ressaltou ainda que, de acordo com a mesma fonte, o desmatamento aumentou 278% em julho, frente ao mesmo mês de 2018. Conforme a avaliação feita pelo comunista, o presidente Jair Bolsonaro trata a questão de forma “predatória, anticientífica e irresponsável”. Ele destacou as reações negativas da imprensa e autoridades políticas de outros países e o risco de sanções econômicas aos produtos brasileiros. “Jair Bolsonaro dá mau exemplo ao incentivar o descumprimento das leis ambientais. Produtores se sentiram amparados pela posição antiecológica de seu governo e combinaram fazer o ‘dia do fogo’. A consequência? O número de focos de queimadas no Brasil atingiu, na última semana, o recorde dos últimos sete anos”, afirmou. O parlamentar criticou o presidente por responsabilizar ONGs pelos incêndios, sem apresentar provas, e por ter enviado em julho representantes diplomáticos a uma reunião com defensores da tese de que o Estado não deve agir para reduzir os efeitos do aquecimento global. Também condenou a demissão do cientista Ricardo Galvão do comando do Inpe, após o órgão revelar o crescimento do desmatamento em junho. “Pelos cálculos do físico atmosférico Paulo Artaxo, da USP (Universidade de São Paulo), a situação da Amazônia pode se tornar irreversível em menos de uma década, se persistir o ritmo atual de desmonte da estrutura de fiscalização e da legislação ambiental. Dessa forma, o clima em toda a Terra seria desestabilizado”, alertou. “A comunidade internacional está preocupada, pois uma tragédia ambiental dessa magnitude põe em risco todos os sete bilhões de habitantes do planeta e, num prazo não tão longo, teria potencial para extinguir a vida na Terra”, concluiu.
21/08/2019 (00:00)
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