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12 de Dezembro de 2018 - 

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Edilson Silva quer apuração do MP sobre tumulto em jogo de futebol na Ilha do Retiro

Um tumulto ocorrido na noite da última quarta (7), durante o jogo entre Sport e Santa Cruz pelo Campeonato Pernambucano, deixou cerca de 60 feridos no Estádio da Ilha do Retiro. O episódio motivou o deputado Edilson Silva (PSOL) a encaminhar um pedido ao Ministério Público de Pernambuco para apurar as responsabilidades pela ocorrência. A informação foi repassada pelo parlamentar, nesta quinta (8), durante a Reunião Plenária. O tumulto ocorreu na área reservada à torcida visitante no estádio, após os torcedores do Santa Cruz comemorarem o gol de empate do time no jogo. Um torcedor no alto da arquibancada acendeu um sinalizador – comportamento proibido pelo art. 66 do Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) –, o que motivou uma ação da Polícia Militar para tentar deter o responsável pelo ato. A correria que se seguiu à operação da PM gerou um efeito cascata que levou persos torcedores a serem esmagados nos lances inferiores da arquibancada. Entre os feridos, 25 precisaram ser levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima ao estádio – um deles teve uma fratura exposta, e outro teve convulsões devido ao episódio. “Foi uma ação desprovida de melhor perícia da Polícia Militar, pois era muito provável que qualquer atitude tomada naquela parte do estádio iria repercutir na parte mais baixa da arquibancada. Há responsabilidade de alguns torcedores no que ocorreu, mas o papel do poder público é ser mais inteligente do que os atores envolvidos” , criticou Edilson Silva. “Para piorar, enquanto várias pessoas estavam sendo atendidas dentro de campo, o jogo continuava, talvez para atender a interesses comerciais das televisões e da publicidade”, completou. O deputado anunciou que irá convocar o Comando da Polícia Militar, os clubes de futebol e o Ministério Público para construir um diagnóstico sobre o que aconteceu na Ilha do Retiro. “Em outros lugares, quando há um sinalizador na torcida, o juiz paralisa o jogo e os próprios torcedores apontam quem está agindo de maneira irregular. Vimos muitas crianças e mulheres feridas nesse episódio, quando o nosso interesse é que os estádios possam ser lugares em que possamos levar nossas famílias”, considerou Silva.
08/03/2018 (00:00)
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