Quinta-feira
05 de Dezembro de 2019 - 

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Comissão de Saúde recebe Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose

A Comissão de Saúde recebeu, nesta quarta (20), membros do Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose para discutir formas de melhorar a assistência oferecida aos pacientes. Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Estado apresenta o terceiro maior índice de incidência da doença e o maior coeficiente de mortalidade do Brasil. Os presentes ao encontro observaram, de forma unânime, a necessidade de ampliar os benefícios de assistência social aos pacientes que se encontrem em situação de vulnerabilidade. Segundo Fábio Correia, da comissão executiva do Comitê, a insegurança alimentar de muitos doentes e os custos com transporte para ir até as unidades de saúde são obstáculos que dificultam a efetividade do tratamento, que dura entre seis e 12 meses. “O paciente precisa, no mínimo, ter três refeições básicas completas para conseguir tomar os antibióticos, que são muito fortes. Sem isso, a pessoa acaba abandonando o tratamento”, explicou, defendendo a entrega de cestas básicas ou de vales-refeição, em especial para pessoas em situação de rua. Correia defendeu, ainda, a garantia de transporte público gratuito aos doentes em tratamento, bem como a conclusão das obras de reforma do Hospital Otávio de Freitas, no Recife, que é referência no enfrentamento à tuberculose. Por fim, pontuou a necessidade de se reservarem leitos exclusivos para a internação desses pacientes. “Esse conjunto de ações é importante para evitar o abandono do tratamento pelo doente, pois isso aumenta as chances de óbito”, disse. Coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Cândida Ribeiro afirmou que “as reivindicações são justas”, já que a vulnerabilidade social é um fator diretamente relacionado à letalidade da doença. “Essa enfermidade atinge, prioritariamente, os mais carentes e, por isso, a expansão de benefícios sociais pode impactar positivamente nossos indicadores”, afirmou. A gestora pontuou, ainda, o trabalho do Governo Estadual direcionado à população carcerária, ainda mais acometida pela tuberculose do que a população geral. “São 1.600 casos por 100 mil habitantes, quando a nossa média, que já é alta em relação à nacional, é de 47,1 por 100 mil”, relatou Cândida Ribeiro. Presidente da Comissão de Saúde, a deputada Roberta Arraes (PP) propôs a criação de um grupo de trabalho que reúna, mensalmente, parlamentares, Poder Executivo e representantes do Comitê de Combate à Tuberculose. “Vamos, em conjunto, pensar em formas de ampliar a assistência aos pacientes, seja com projetos de lei, novas políticas públicas ou com a pulgação de informações. Esses dados serão reunidos em um documento a ser entregue ao Governo do Estado, que é sensível ao tema”, pontuou. Projetos – Na reunião desta manhã, a Comissão de Saúde distribuiu oito matérias para relatoria e votou pela aprovação de quatro proposições. Entre essas, o Projeto de Lei n° 275/2019, que visa proibir que instituições de ensino cobrem pela realização de segunda chamada de provas quando a ausência do aluno se der por motivo de saúde ou em decorrência de caso fortuito ou força maior, devidamente comprovados. A proposição, que precisa passar pela aprovação do Plenário, foi apresentada pelo deputado Eriberto Medeiros (PP), presidente da Alepe.
20/11/2019 (00:00)
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